Tradução em andamento do livro “A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
Este livro encontra-se em processo de tradução, portanto para uma leitura mais ordenada sugiro que comece pela postagem mais antiga no Arquivo da coluna da direita.

JONAS

A história de Jonas é uma bem conhecida figura dos desígnios dispensacionais de Deus. Jonas havia sido escolhido e agraciado com “a Palavra do Senhor” (Jn 1:1). De maneira similar, a nação de Israel foi favorecida com “os oráculos de Deus” (Dt 7:6-8; Rm 3:1-2). A intenção de Deus era que Jonas fosse um vaso de testemunho para os gentios (Jn 1:2). Igualmente a nação de Israel havia sido chamada para ser o vaso de Jeová de testemunho na terra (Dt 32:8; 1 Cr 22:5; Rm 2:17-20).


Todavia, Jonas se rebelou — e o mesmo fez Israel. Este povo desobedeceu ao Senhor e por isso falhou em representá-Lo diante do mundo (2 Cr 36:14-21; Is 52:5; Ez 36:20; Rm 2:24). A desobediência de Jonas o levou a “fugir” da terra de Israel e acabar sendo lançado ao “mar” (Et 1:3-15). Isso nos fala da nação de Israel afastando-se de Deus e consequentemente sendo dispersa entre os gentios, dos quais o mar é uma figura.

Quando Jonas foi lançado ao mar, os marinheiros gentios a bordo do navio “temeram, pois, ... ao Senhor com grande temor; e ofereceram sacrifício ao Senhor, e fizeram votos” (Jn 1:16). Isso nos fala da obra do Senhor entre os gentios hoje por meio do evangelho. Muitos se converteram a Deus através do evangelho neste tempo presente em que Israel foi colocado à parte. O apóstolo Paulo confirmou isso, ao dizer: “Pela sua queda veio a salvação aos gentios” (Rm 11:11).

Enquanto isso Jonas passava por dificuldades no ventre do grande peixe no meio do mar. Isso nos fala das tribulações que o povo judeu tem experimentado desde a época em que foram dispersos entre os gentios. É bastante significativo que Jonas tenha se voltado ao Senhor no terceiro dia com orações e súplicas (Jn 1:17-2:1) e foi consequentemente libertado (Jn 2:10). Isso aponta para o que acontecerá a Israel. Oséias 6:2 diz: “Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dele.”. Se lermos o Salmo 90:4 e 2 Pedro 3:8, que indicam “que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia”, poderemos interpretar os “dois dias” como indicando que os judeus não retornarão ao Senhor até depois que o atual Dia da Graça tiver expirado, o qual é de aproximadamente dois mil anos.

O capítulo 2 registra a oração de Jonas no terceiro dia. Ela na verdade tipifica o clamor do remanescente durante a Grande Tribulação. E, assim como aconteceu com Jonas, quando os judeus se voltarem ao Senhor isso resultará em seu livramento. Isso é ilustrado pelo momento em que “falou... o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra seca” (Jn 2:10).

No capítulo 3 Jonas foi outra vez comissionado a testificar aos gentios, e estava desejoso de pregar a mensagem que o Senhor queria que pregasse. Isso é uma figura de Israel tendo o desejo de ser usado pelo Senhor (Sl 110:3) e, deste modo, enchendo a terra com o conhecimento do Senhor (Sl 34:11-18; Sl 66:5, 16; Is 11:9; Hb 2:14). Muitos gentios se voltaram ao Senhor através do testemunho de Jonas (Jn 3:5-10). Isso nos fala da conversão dos gentios em um dia vindouro, que acontecerá como resultado do testemunho de Israel (Sl 47:9; Is 45:14; 60:1-14; Ap 7:9).

O capítulo 4 ilustra o ajuste pelo qual Israel deverá passar naquele dia, para que não mais sejam preconceituosos em relação aos gentios. Isso é importante para que Israel e as nações gentias habitem juntas em paz no reino milenial de Cristo.

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Ao analisarmos o material precedente, abordamos os quatro grandes pilares da verdade envolvida no Dispensacionalismo. Também apresentamos um grande número de evidências desta verdade, tanto do Novo quanto do Antigo Testamento. Tendo tantos esboços das Escrituras diante de nossos olhos atestando os desígnios dispensacionais de Deus, nos surpreende que possam existir cristãos que não aceitam a verdade dispensacional. O número de referências na forma de figuras é grande demais para que tivesse sido mero fruto da imaginação. Elas chegam a somar uns cem capítulos de nossa Bíblia!




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