Tradução em andamento do livro “A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
Este livro encontra-se em processo de tradução, portanto para uma leitura mais ordenada sugiro que comece pela postagem mais antiga no Arquivo da coluna da direita.

Sera' que a Nova Alianca foi feita com a Igreja?

Deus prometeu fazer uma “nova aliança” ou concerto com Israel sobre o princípio da graça, da qual os gentios poderiam se beneficiar e ser abençoados (Jr 31:31-34; Is 56:1-7). Os teólogos do Pacto nos dizem que essa aliança foi inaugurada pelo Senhor na Última Ceia (Mt 26:28), e que tem sido feita hoje com todos aqueles que Ele redime com Seu “sangue”. Considerando que os cristãos são redimidos com o sangue de Cristo (1 Pe 1:18; 1 Jo 1:7; Ap 1:5), eles concluem que a Nova Aliança, Pacto ou Concerto foi feito com os cristãos, isto é, com a Igreja. Além disso, já que o apóstolo Paulo afirma que ele e seus colaboradores eram “ministros de um novo testamento” (2 Co 3:6), isso confirmaria (na ideia deles) que a Nova Aliança realmente teria sido feita com a Igreja. Vamos examinar mais de perto estes versículos.


MATEUS 26:28 — “Porque isto é o meu sangue; o sangue do novo testamento (ou nova aliança), que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.”

Não há qualquer menção aqui de que o Senhor tendo inaugurado a Nova Aliança nessa ocasião. Tampouco Paulo mencionou qualquer coisa sobre ela estar sendo inaugurada quando ele citou as palavras do Senhor em 1 Coríntios 11:24-25. E nem o Senhor disse que a aliança estaria sendo feita com todos os que Ele iria redimir com Seu sangue. Trata-se de um caso evidente de inferir coisas no texto que simplesmente não estão ali. Tais suposições são um exemplo de como os teólogos do Pacto constroem premissas falsas e, a partir delas, tiram conclusões equivocadas.

O Senhor não estava falando de fazer a Nova Aliança naquela ocasião, mas sim de derramar Seu “sangue” de modo que a aliança pudesse ser feita em algum momento no futuro, sem que Ele especificasse quando. Ao beberem do cálice em recordação na festa que o Senhor estava instituindo, Ele queria que os discípulos se lembrassem do custo da redenção deles — que é representado pelo sangue. Seria válido perguntar: “Então por que razão o Senhor mencionou a Nova Aliança naquele momento?”. Porque a Ceia foi originalmente estabelecida como uma festa de recordação para Seus discípulos judeus que estavam aguardando pelo estabelecimento do reino na terra. Para isso era preciso que fosse feita uma Nova Aliança. As bênçãos do reino, prometidas no Antigo Testamento, seriam cumpridas para Israel como consequência de sua restauração ao Senhor e da celebração de uma Nova Aliança com eles. Ao mencionar “o sangue do novo testamento (ou aliança)” o Senhor estava prometendo que a aliança seria feita, mas sem especificar quando. Se o fundamento para a aliança ou pacto tinha sido estabelecido no derramar de Seu sangue, os discípulos podiam descansar assegurados de que essa aliança seria feita em algum momento. Isso dava aos discípulos uma esperança certeira.

Naquela ocasião o cristianismo ainda não tinha começado. A Ceia não tinha sido introduzida na esfera cristã até que Israel tivesse sido formalmente colocado de lado (Atos 7). Foi só então que o apóstolo Paulo ensinou o significado do “paõ” como representando o corpo místico de Cristo (1 Co 10:16-17).




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