“A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
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A Teologia do Pacto DESTROI os Tipos e Figuras das Escrituras

A Teologia do Pacto destrói os tipos e figuras das Escrituras. Ela descarta como mera ficção a beleza das figuras dispensacionais, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, que mostram o afastamento temporário de Israel e a presente interposição do chamado celestial da Igreja, antes de Deus retomar suas tratativas com o remanescente de Israel para introduzi-los nas bênçãos do reino milenial. Essas figuras representativas cobrem mais de cem capítulos de nossa Bíblia!



GENESIS 21

A história começa com Sara dando à luz a Isaque “ao tempo determinado” (Gn 21:1-3). Isto nos fala da vinda de Cristo “vindo a plenitude dos tempos” (Gl 4:4). A reação a esse grande evento teve um duplo aspecto:

FIGURAS DISPENSACIONAIS NO ANTIGO TESTAMENTO

Além do grande número de esboços no Novo Testamento que mostram a ordem dispensacional no modo de Deus agir, existem também muitas figurs no Antigo Testamento que confirmam a mesma coisa. Essas imagens em forma de tipos foram escritas centenas — às vezes até milhares — de anos antes de as mudanças dispensacionais terem ocorrido na história. Elas  dão testemunho do grande fato de que “Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras” (At 15:18).

ESBOCOS DISPENSACIONAIS NOS EVANGELHOS

Os próximos dois capítulos contêm vários esboços tirados do Novo e Antigo Testamento que confirmam a ordem dispensacional nos planos de Deus, como já foi mostrado nos dois primeiros capítulos.

Existe muito ensino simbólico nos evangelhos que confirma, amplifica e ilustra modo dispensacional de agir de Deus, conforme é ensinado pelo apóstolo Paulo. Na verdade poderíamos apontar tantos capítulos que para demonstrar isto que fica até difícil saber por onde começar. Vamos selecionar alguns.

JOÃO 6

JOÃO 6

João registra um incidente ocorrido junto ao mar de “Tiberíades” (Jo 6:1, 23). Nos outros Evangelhos este mar é chamado “mar da Galileia” ou “lago de Genesaré”, mas quando os romanos invadiram a terra e a tomaram dos judeus mudaram os nomes de muitos lugares como sinal de sua posse e domínio. Ao chamar o mar de “Tiberíades” João reconhece que Deus havia permitido (ou até mesmo “enviado” — Mt 22:7) os romanos para atacarem e destruírem a cidade, o templo e o povo, colocando assim Israel de lado. Neste fato aparentemente insignificante temos outra indicação de que a antiga dispensação havia passado.

O assunto deste capítulo é o alimento e satisfação das almas famintas. Aqui vemos o comer da Páscoa (Jo 6:4), o comer dos cinco pães e dois peixes (Jo 6:5-14), o comer do Maná (Jo 6:22-50, e o comer da carne e o beber do sangue de Cristo, o Filho do Homem (Jo 6:51-58)). O primeiro caso é uma figura que foi cumprida com a morte de Cristo (1 Co 5:7). O segundo é uma figura de uma das muitas bênçãos que o Senhor iria conceder ao mundo no dia milenial — ou seja, abolir a fome (Sl 132:15; 146:7 etc.). O terceiro (Maná) é um tipo que se cumpriu na vinda do Senhor do céu como o “Pão vivo” (Jo 6:51). Em todas estas coisas vemos Cristo como o cumprimento das figuras e profecias do Antigo Testamento. Isto nos ensina que quando a velha dispensação terminasse e tivesse início a nova dispensação, as Escrituras do Antigo Testamento não seriam esquecidas; elas são a Palavra de Deus e assim devem ser consideradas. Aprendemos também da maneira como o Espírito de Deus aplica as Escrituras do Antigo Testamento, ao fazer referência a elas no Novo Testamento, mostrando que devem ser entendidas por seu ensino de tipos e princípios morais (Rm 15:4; 1 C 10:11).


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