Tradução em andamento do livro “A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
Este livro encontra-se em processo de tradução, portanto para uma leitura mais ordenada sugiro que comece pela postagem mais antiga no Arquivo da coluna da direita.

GENESIS 21

A história começa com Sara dando à luz a Isaque “ao tempo determinado” (Gn 21:1-3). Isto nos fala da vinda de Cristo “vindo a plenitude dos tempos” (Gl 4:4). A reação a esse grande evento teve um duplo aspecto:

FIGURAS DISPENSACIONAIS NO ANTIGO TESTAMENTO

Além do grande número de esboços no Novo Testamento que mostram a ordem dispensacional no modo de Deus agir, existem também muitas figurs no Antigo Testamento que confirmam a mesma coisa. Essas imagens em forma de tipos foram escritas centenas — às vezes até milhares — de anos antes de as mudanças dispensacionais terem ocorrido na história. Elas  dão testemunho do grande fato de que “Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras” (At 15:18).

JOAO 20-21

Nas três manifestações finais do Senhor ressurreto no Evangelho de João encontramos outra figura dos desígnios dispensacionais de Deus. A primeira destas cenas aparece no cenáculo ou andar superior (Jo 20:19-23; At 1:13; 20:8). Trata-se da cena que representa a assembleia cristã. Observamos nelas diversos elementos que identificam o verdadeiro cristianismo: 

JOAO 10-12

Mais uma vez o Senhor é visto sendo rejeitado pelos judeus que tentavam apedrejá-lo até a morte (Jo 10:19-38). “Ele escapou-se de suas mãos, e retirou-se outra vez para além do Jordão” (Jo 10:39-42). Longe deles, muitas pessoas creram nele e foram abençoadas. Esta é apenas mais uma figura do Senhor interrompendo suas tratativas com Israel por causa da incredulidade e rejeição deles. É significativo que Ele tenha permanecido naquele lugar por “dois dias” (Jo 11:6). Como já foi observado, isto nos fala do atual tratamento do Senhor para com a Igreja nos últimos dois mil anos (Sl 90:4; 2 Pe 3:8).

JOAO 4

Quando o Senhor soube que havia sido rejeitado pelos líderes em Jerusalém, “deixou a Judeia, e foi outra vez para a Galileia” (vers. 1-3). Em figura essa saída da Judeia é outra ação simbólica do Senhor que denota o rompimento dele com a nação por o terem rejeitado. Sua intenção era a de continuar Seu ministério na região norte (Galileia) passando “por Samaria”, que ficava na região central da terra (vers. 4-6). A rota usual para os judeus que viajavam da Galileia era contornando Samaria, o que tornava a viagem mais longa, pois os samaritanos eram um povo gentio e considerado impuro pelos judeus. Por causa disso “os judeus não se comunicam com os samaritanos” (vers. 9). Desnecessário é dizer que tal atitude do Senhor, de passar por Samaria, não era algo normal. Isto está registrado nas Escrituras para mostrar (de forma dispensacional) que Ele iria visitar os gentios com o evangelho e introduzir na bênção muitos dentre as nações (At 15:14). Portanto a obra do Senhor em Samaria neste capítulo é uma figura do atual testemunho da graça de Deus entre os gentios.

JOAO 1-2:11

Após apresentar o Senhor Jesus Cristo em Sua deidade (vers. 1-4), o apóstolo João registra que a condição do povo era tal que não o tinham visto pelo que Ele era. “E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (vers. 5). Conhecendo a condição do homem, Deus enviou um mensageiro (João Batista) para anunciar a vinda da “Luz” ao mundo (vers. 6-9). Isso causou, da parte do povo, uma aberta rejeição ao Senhor (vers. 10-11), exceto em alguns poucos que eram nascidos de Deus (vers. 12-13). Aqueles que tinham fé viram “a sua glória” e receberam “da sua plenitude”, experimentando assim a “graça e verdade” que Ele trouxe ao homem (vers. 14-18).

LUCAS 15:3-32

No capítulo 15 do Evangelho de Lucas vemos outro esboço ou resumo dispensacional. O capítulo é uma parábola com três partes. A primeira parte ilustra o ministério do Senhor aos judeus por ocasião de Seu primeiro advento (Lc 15:3-7). Por ter sido rejeitado pela nação o Senhor deixou “no deserto as noventa e nove” (Lc 15:4) e foi atrás das “ovelhas perdidas” (Mt 15:24). O fato de ter deixado a maior parte da nação exposta aos seus inimigos foi um ato de juízo por O terem rejeitado. Depois de encontrar a ovelha perdida, o Senhor foi para Sua casa e se alegrou com Seus “amigos e vizinhos” (Lc 15:5-6). Isto representa o Senhor voltando para o lar no céu (após a cruz) e Seu regozijo juntamente com os que estavam ali (os anjos e os santos do Antigo Testamento), pois um remanescente de crentes dentre os judeus havia sido salvo por graça por intermédio de Seu ministério. A grande massa dos judeus “no deserto”, sem proteção divina, acabou eventualmente destruída pelos romanos no ano 70 D. C. Assim a nação foi colocada de lado.

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