Tradução em andamento do livro “A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
Este livro encontra-se em processo de tradução, portanto para uma leitura mais ordenada sugiro que comece pela postagem mais antiga no Arquivo da coluna da direita.

Os efeitos negativos da Teologia do Pacto na vida pratica crista

Apresentamos agora a nossos leitores algumas considerações práticas para que possam ponderar na presença do Senhor quanto à seriedade desse erro.

Podemos ficar tentados a achar que a Teologia do Pacto não seja importante por não causar uma diferença real na vida prática de alguém. Todavia, isto não é verdade. Para andarmos corretamente devemos crer corretamente, pois nossa doutrina afeta nosso andar. Uma doutrina errada leva a uma prática errada. Paulo escreveu: “Evita os falatórios profanos [má doutrina], porque produzirão maior impiedade [práticas ruins]. (2 Tm 2:16). Semelhantemente, a boa doutrina leva a boas práticas. Paulo também escreveu: “Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade...” (1 Tm 6:3 ver também Tt 1:1). Portanto nos sentimos na incumbência de avisar cada cristão de que essas más doutrinas do Pacto terão um sério impacto negativo na vida de cada um, caso as sigam com convicção. A seguir damos alguns exemplos:

Primeiro, em Efésios 1:8-10 lemos que Deus tem prazer em levar os cristãos a uma comunhão inteligente com Ele próprio no que diz respeito aos Seus planos visando a glorificação pública de Seu Filho em duas esferas — nos céus e na terra. Todavia os seguidores da Teologia do Pacto não podem ter uma comunhão inteligente com Deus no que diz respeito ao Seu programa presente e futuro de glorificar publicamente Seu Filho, por crerem em algo totalmente estranho a isso.

Em segundo lugar, ao negarem que o Senhor pode voltar a qualquer momento (no Arrebatamento), como fazem os seguidores da Teologia do Pacto, eles levam os crentes a se acomodarem à terra se tornando mundanos (Mt 24:48-49).

Em terceiro lugar, o fato de acreditarem que as condições do reino milenial, conforme apresentadas pelos profetas do Antigo Testamento, seriam criadas pelos esforços do evangelismo cristão (e não pelo juízo conforme afirmam as Escrituras, por exemplo, em Isaías 26:9), pode levar os crentes a se envolverem com a política e a melhoria dos programas seculares em seus esforços de endireitar o mundo e ajudar a estabelecer o reino em justiça. O resultado disso é que a ocupação dos cristãos acaba sendo com a terra.

Em quarto lugar, a Teologia do Pacto ofende e enfurece os judeus, fazendo com que se oponham ao evangelho da graça de Deus, pois essa teologia apresenta o evangelho como algo que tira de Israel sua esperança nacional de uma herança literal em sua terra prometida. Isso só dificulta ainda mais alcançar os judeus hoje com o evangelho. Apesar de nada poder impedir a soberania de Deus em salvar almas, humanamente falando somos responsáveis de não por tropeço diante do cego (Lv 19:14). Por outro lado, a verdade dispensacional não interrompe o plano de Deus de abençoar Israel em sua herança terrena. Ela nada tira deles, no que diz respeito às suas esperanças nacionais. Aqueles daquela nação que se converterem pelo Evangelho do Reino no futuro receberão literalmente a herança terrena prometida no Antigo Testamento. (Evidentemente aqueles dentre os judeus que hoje crerem no evangelho serão feitos membros do corpo de Cristo, a Igreja, e receberão uma “porção” celestial em Cristo, o que é melhor — At 26:18; Ef 1:3; Cl 1:12).



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