Tradução em andamento do livro “A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
Este livro encontra-se em processo de tradução, portanto para uma leitura mais ordenada sugiro que comece pela postagem mais antiga no Arquivo da coluna da direita.

ATOS 26:22

ATOS 26:22 — “Mas, alcançando socorro de Deus, permaneço até ao dia de hoje, dando testemunho, tanto a pequenos como a grandes, nada dizendo, senão o que os profetas e Moisés disseram haver de acontecer”.

Aqui Paulo diz que sua pregação consistia em nada dizer senão aquilo que os profetas e Moisés haviam escrito. Para os teólogos do Pacto esta afirmação prova que Paulo não ensinava uma nova doutrina, como a que os Dispensacionalistas dizem que ele ensinou concernente ao Mistério.

Ora, se o que os teólogos do Pacto estiverem dizendo for verdade, então as Escrituras se contradizem, pois Paulo afirma claramente em Romanos 16:25, Efésios 3:5 e Colossenses 1:26 que a verdade contida no Mistério era algo que não havia sido revelado no Antigo Testamento. Considerando que as Escrituras não se contradizem, a afirmação que Paulo fez a respeito do rei Agripa deveria significar alguma outra coisa. Um olhar atento da passagem mostra que ele estava se referindo ao seu primeiro ministério de testemunhar e pregar o evangelho (At 20:24-25; Rm 16:25a; Ef 3:8; Cl 1:23). Ele não estava falando de seu segundo ministério que envolvia revelar a verdade do Mistério (At 20:27; Rm 16:25; Ef 3:9-10; Cl 1:24-27).

Se acompanharmos o que Paulo disse a Agripa, veremos que ele estava se referindo apenas ao seu ministério do evangelho. Ele qualificava sua observação, ao dizer “que o Cristo devia padecer, e sendo o primeiro da ressurreição dentre os mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentios.” (At 26:23). Essas coisas concernentes ao Messias de Israel tinham sido com toda certeza declaradas na Lei e nos Profetas, e eram as que Paulo proclamava “a toda criatura que há debaixo do céu” (Cl 1:23). Nesse ministério evangélico ele não se desviou de pregar somente aquelas coisas, “nada dizendo, senão o que os profetas e Moisés disseram haver de acontecer” (At 26:22). Por outro lado, seu ministério de ensino, no qual o Mistério é descortinado, foi dirigido apenas a crentes (At 20:27; Cl 1:25). São coisas como ‘segredos de família’, que Paulo não proclamou a incrédulos como Agripa (Mt 7:6), e por isso ele não fez referência àquela linha de ensino em seu testemunho diante do rei.



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