Tradução em andamento do livro “A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
Este livro encontra-se em processo de tradução, portanto para uma leitura mais ordenada sugiro que comece pela postagem mais antiga no Arquivo da coluna da direita.

Diferencas Entre o Reino e a Igreja

Os teólogos do Pacto também confundem o reino com a Igreja, e consequentemente usam frases sem fundamento bíblico, como “O reino da Igreja”. Todavia, o reino não é sinônimo da Igreja pelas seguintes razões:

Primeiro, o reino em mistério abrange um período de tempo maior que o da Igreja na terra. Ele é mais longo em sua duração, tendo iniciado dez dias antes do início da Igreja, quando o Senhor voltou para o céu (Lc 19:12; At 1:9-11). E também irá continuar na terra depois que a Igreja tiver sido levada para o céu (no Arrebatamento) até o final do período de sete anos de Tribulação.

Segundo, o reino é mais extenso que a Igreja, no que concerne aos que participam dele. Como temos visto, o reino no momento atual possui tanto “joio” (meros professos) como “trigo” (verdadeiros crentes), enquanto a Igreja é constituída apenas de crentes verdadeiros. As pessoas podem se associar a uma assim chamada “igreja” denominacional e terem seus nomes no rol de membros, mas se não tiverem sido verdadeiramente salvas pela fé em Cristo elas não fazem parte da verdadeira Igreja de Deus. Portanto é possível que alguém esteja no reino, mas não na Igreja.

Terceiro, Cristo é Rei em Seu reino e nós somos seus servos, mas as Escrituras nunca dizem que Ele seja Rei da Igreja. Ele é Cabeça da Igreja e os crentes são membros do Seu corpo (1 Co 12:12-13; Cl 1:18).

Quarto, Mateus 16:19 nos diz que Pedro recebeu “as chaves do reino dos céus”. Essas não são as chaves da Igreja, mas do reino. Elas são o batismo e o discipulado. Por meio destas duas coisas é que uma pessoa entra no reino de forma exterior. Mas para entrar na Igreja de Deus — o corpo de Cristo — ela deve nascer de Deus e ser selada com o Espírito Santo (Jo 3:5; 1 Co 12:12-13; Ef 1:130.

Finalmente, na comunhão da Igreja devemos excluir o fermento por meio da excomunhão da pessoa ou pessoas nas quais for encontrado pecado (1 Co 5:11-13). No reino dos céus (em mistério) os que fazem o mal e o fermento não são removidos, mas é permitido que sigam adiante “até à ceifa” (Mt 13:28-30).



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