Tradução em andamento do livro “A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
Este livro encontra-se em processo de tradução, portanto para uma leitura mais ordenada sugiro que comece pela postagem mais antiga no Arquivo da coluna da direita.

Sera' que “Israel de Deus” em Galatas 6:16 significa que os cristaos sao israelitas?

“E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus.” Gálatas 6:16

Sera' que “circuncisao” em Filipenses 3:3 significa que os cristaos sao judeus?

“Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne.” Filipenses 3:3

Sera' que Romanos 2:28-29 ensina que os cristaos sao judeus espirituais?

Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.” Romanos 2:28-29

Sera' que Galatas 3:7-9, 29 ensina que os cristaos sao filhos de Abraao?

Os teólogos do Pacto ensinam que a promessa que Deus fez a Abraão — de que pessoas de “todas as famílias da terra” seriam abençoadas como “filhos” de Deus mediante a fé (Gn 12:1-3; 13:14-16; 15:5-6) — estaria se cumprindo hoje. Por conseguinte, os cristãos seriam israelitas espirituais. Os versículos que usam do Novo Testamento para supostamente provar isso são apresentados nos próximos tópicos.

EXEMPLOS DE ERROS DE INTERPRETACAO NA TEOLOGIA DO PACTO

Existe algo mais que precisa ser colocado diante de nossos leitores nesta exposição da Teologia do Pacto. Precisamos examinar algumas das passagens das Escrituras que os teólogos do Pacto dizem terem se cumprido hoje na Igreja, e mostrar como foi que eles chegaram às suas interpretações errôneas. Essas passagens são encontradas no livro de Atos e nas epístolas, e são citações das Escrituras do Antigo Testamento. Um olhar mais apurado irá demonstrar que elas não são um cumprimento daquelas profecias do Antigo Testamento, mas foram citadas apenas para mostrar que o caráter de algo que ocorreu na Igreja está em conformidade com a maneira de Deus lidar com os homens, isto é, o objetivo foi mostrar que Deus mantém seus padrões morais.

Diferencas Entre o Reino e a Igreja

Os teólogos do Pacto também confundem o reino com a Igreja, e consequentemente usam frases sem fundamento bíblico, como “O reino da Igreja”. Todavia, o reino não é sinônimo da Igreja pelas seguintes razões:

A Teologia do Pacto QUEBRA a Ordem dos Eventos Profeticos

A Teologia do Pacto quebra a ordem dos eventos proféticos. Exceto, talvez, pela vinda do Senhor e pela condenação final dos ímpios no lago de fogo, ela nos diz que as profecias do Antigo Testamento e do livro de Apocalipse já se cumpriram! Portanto não existiria um período de sete anos de Tribulação por vir, nenhum Armagedom etc.!

A Teologia do Pacto DESTROI os Tipos e Figuras das Escrituras

A Teologia do Pacto destrói os tipos e figuras das Escrituras. Ela descarta como mera ficção a beleza das figuras dispensacionais, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, que mostram o afastamento temporário de Israel e a presente interposição do chamado celestial da Igreja, antes de Deus retomar suas tratativas com o remanescente de Israel para introduzi-los nas bênçãos do reino milenial. Essas figuras representativas cobrem mais de cem capítulos de nossa Bíblia!



A Teologia do Pacto DESAFIA a logica

A Teologia do Pacto desafia a lógica em muitas de suas interpretações. Quando submetidas à lógica muitas de suas “espiritualizações” não fazem sentido. Não importa a maneira que você escolhe para interpretar algumas das coisas que eles ensinam — alegoricamente, espiritualmente etc. — seria bem difícil convencer alguém de que isso é mesmo verdade. Por exemplo, os teólogos do Pacto nos dizem que já estamos agora mesmo no reino público de Cristo. Mas as descrições que as Escrituras fazem de Seu reino em poder indicam que Cristo irá governar com vara de ferro (Ap 2:27), e que a justiça irá encher o mundo todo (Is 32:1-19). Além disso, Satanás e seus anjos caídos serão aprisionados no abismo e não conseguirão sair para enganar as nações (Is 24:21-22; Ap 20:1-3). Acrescente-se a isso que o juízo será executado a cada manhã contra os que pecarem (Sl 101:8; Sf 3:5), e também que o reino animal, os leões e ovelhas, se deitarão juntos etc. (Is 11:6; 65:25 etc.).

A Teologia do Pacto SE DESVIA dos Princípios Corretos da Exegese Bíblica

Esse sistema de ensino se desvia dos verdadeiros princípios da exegese bíblica e supõe que por existirem coisas do Antigo Testamento que são citadas pelo Espírito Santo no Novo Testamento, isso significaria que elas teriam se cumprido nos dias atuais na Igreja. Isso é assumir algo que o Espírito de Deus não tinha a intenção de dizer.

A Teologia do Pacto PRIVA Israel de Sua Herança Literal

A doutrina da Teologia do Pacto priva o remanescente de Israel de sua herança em sua terra. Ela rouba deles sua esperança nacional. As Escrituras afirmam que a herança de Israel não será retida para sempre. Apesar de seu fracasso, eles receberão uma herança literal em sua terra, “porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento” (Rm 11:29).




A Teologia do Pacto REBAIXA a Igreja

A nova Teologia do Pacto rebaixa a Igreja da posição que ela ocupa de uma entidade celestial, com bênçãos distintas que só pertencem a ela (Ef 1:3), à mesma condição dos santos mileniais na terra. As Escrituras ensinam que a Igreja é verdadeiramente uma entidade distinta dentre os grupos de pessoas abençoadas no sistema da graça. Ela é chamada de “igreja dos primogênitos” (Hb 12:22-23). Primogênito é um termo que aponta para aquilo que ocupa o primeiro lugar e de preeminência entre os outros santos de Deus.

A Teologia do Pacto POSTERGA a Vinda do Senhor

Esse sistema de ensino posterga ou atrasa a vinda do Senhor, e isso abre a porta para todos os tipos de coisas negativas que impactam a vida do crente de maneira prática (Mt 24:48).




A Teologia do Pacto NEGLIGENCIA as Escrituras

O ensino da Teologia do Pacto negligencia as Escrituras que declaram abertamente que o presente chamado da Igreja pelo evangelho, o Mistério revelado, era desconhecido pelos santos do Antigo Testamento (Rm 16:25-26; Ef 3:3-10; Cl 1:25-27). Os teólogos do Pacto dizem que a Igreja era conhecida pelos profetas do Antigo Testamento, que teriam profetizado acerca dela. Mas isso é uma clara negação das patentes declarações das Escrituras de que eles não sabiam nada a respeito. Isso era um “mistério” que estava “oculto” daqueles que viveram nas eras passadas, e que foi revelado somente quando o Espírito de Deus veio habitar na terra na Igreja quando esta foi formada.

A Teologia do Pacto PRIVA o Senhor Jesus de Sua Gloria Publica

A doutrina da Teologia do Pacto priva o Senhor Jesus da exibição da glória do Seu reino neste mundo (Hc 2:14; 2 Ts 1:10; Ap 1:7), e priva a Deus Pai da satisfação de ver Seu Filho publicamente inocentado no lugar onde Ele foi desonrado (Jo 5:23). 



A Teologia do Pacto REBAIXA o Carater de Deus

O primeiro e mais importante ponto é que este sistema de ensino rebaixa o caráter de Deus. Deus é mostrado como se tivesse iludido os filhos de Israel ao levá-los a acreditar que haveria um reino literal no futuro, quando segundo essa teologia Deus nunca teria intencionado que isso viesse a existir para eles. E ao longo dos anos Deus não teria sequer tentado corrigir suas falsas expectativas. Desse modo Deus é apresentado como fazendo promessas enganosas que Ele nunca tinha a intenção de cumprir. Isso é rebaixar o caráter de Deus e comprova que a Teologia do Pacto não poderia ser de Deus.

A TEOLOGIA DO PACTO VIOLA PRINCIPIOS BASICOS DE INTERPRETACAO BIBLICA

Com frequência tem sido declarado que um dos testes mais simples para toda doutrina é saber se ela exalta a Deus e ao Senhor Jesus Cristo. Toda sã doutrina, evidentemente, faz isso. Todavia, a Teologia do Pacto não passa neste teste. Além do mais, quando examinada à luz das Escrituras, percebemos que alguns dos princípios básicos da interpretação Bíblia (Hermenêutica) são violados. Quando essas interpretações são analisadas do ponto de vista de suas conclusões lógicas elas se mostram bastante problemáticas. Os pontos a seguir demonstram como esse ensino não exalta a Deus e ao Senhor Jesus Cristo, e até mesmo se opõe a vários princípios fundamentais da interpretação da Bíblia.




Em que acreditam os Teologos do Pacto?

É meio difícil definir exatamente o que todos os teólogos do Pacto sustentam doutrinariamente porque existem algumas variações entre eles. O que vem a seguir é uma declaração genérica do que eles acreditam:

O que é a Teologia do Pacto?

A primeira questão é: “O que é a Teologia do Pacto?”. Colocada de forma simples, trata-se de um sistema de interpretação bíblica que enxerga as promessas e profecias do Antigo Testamento como tendo sido cumpridas nos dias de hoje na Igreja. Já que essas coisas não podem ser provadas como tendo acontecido de forma literal, os teólogos do Pacto inventaram um falso princípio de interpretação conhecido como “espiritualização”. Por meio dele assumem que certas declarações nas promessas e profecias do Antigo Testamento já foram ou estão sendo cumpridas hoje espiritualmente ou alegoricamente, ao invés de literalmente.

A TEOLOGIA DO PACTO

Como mencionado na Introdução, a maior oposição à verdade dispensacional vem da Teologia do Pacto. Em muitos aspectos essas duas teologias são antagônicas. A Teologia do Pacto é um método de interpretação da Bíblia que está reconquistando a aceitação no mundo cristão atual à medida que declina o entendimento da verdade dispensacional. Dizemos “reconquistando” porque antes de Deus ter dado ao mundo cristão uma completa redescoberta da verdade dispensacional nos anos 1800, a Teologia do Pacto era aceita como a interpretação bíblica ortodoxa pela maior parte da cristandade. Muitos no século 19 viram o erro dessa interpretação e a deixaram de lado. Mas é triste admitir que a verdade dispensacional esteja mais uma vez a caminho de ser deixada de lado nestes dias, e entre os cristãos tem havido uma volta do interesse na Teologia Reformada, que inclui este método pactual de interpretação.

JONAS

A história de Jonas é uma bem conhecida figura dos desígnios dispensacionais de Deus. Jonas havia sido escolhido e agraciado com “a Palavra do Senhor” (Jn 1:1). De maneira similar, a nação de Israel foi favorecida com “os oráculos de Deus” (Dt 7:6-8; Rm 3:1-2). A intenção de Deus era que Jonas fosse um vaso de testemunho para os gentios (Jn 1:2). Igualmente a nação de Israel havia sido chamada para ser o vaso de Jeová de testemunho na terra (Dt 32:8; 1 Cr 22:5; Rm 2:17-20).

ESTER

O livro de Ester começa com Israel vivendo em uma terra estrangeira como consequência do juízo de Deus sobre eles. Isso tipifica Deus colocando de lado os judeus após terem rejeitado e crucificado o Senhor Jesus Cristo.

2 SAMUEL 15-19

Davi é um tipo de Cristo. Ele era o rei de Israel por direito (1 Sm 16:13), mas Absalão se levantou e por meio de seus  estratagemas levou a nação a rejeitar a Davi. Do mesmo modo Satanás levou os judeus a rejeitarem a Cristo (Jo 8:44; Lc 22:53). Em rejeição, Davi deixou a cidade de Jerusalém e a terra da Judeia cruzando o ribeiro de Cedrom, indo a “um lugar distante” (2 Sm 15:17). Isso representa o Senhor suspendendo temporariamente suas tratativas com Israel e voltando ao Seu Pai (Jo 16:28). Durante o tempo da rejeição de Davi muitos gentios se identificaram com ele (2 Sm 15:18-22; 17:27-29). Isso nos fala da fé que tem sido encontrada entre os gentios nos dias de hoje durante o chamado da Igreja (At 13:48; 15:14; 28:28; Ef 2:11-13). Seguir a Davi, que foi rejeitado, significa terem de compartilhar de sua rejeição (2 Sm 15:22-17:29). De modo similar, o Senhor disse: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim... Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.” (Jo 15:18, 20).

DEUTERONOMIO 24

Esta passagem tem a ver com matrimônio e divórcio. Ela supõe o caso de “um homem” tomar para si “uma mulher”, porém “não achar graça em seus olhos, por nela encontrar coisa indecente”. Isso é uma figura do Senhor que tomou a para Si a nação de Israel à semelhança de um matrimônio (Dt 7:6-8 Ez 16:1-14). Todavia, considerando que Israel se entregou à impureza da idolatria, o Senhor deu a ela uma “carta de divórcio” (Is 50:1) e declarou: “Ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido” (Os 2:2). Dessa forma a nação foi colocada de lado.

DEUTERONOMIO 21

Este capítulo trata do caso de um assassinato de autoria desconhecida na terra (Dt 21:1-9). Em situações assim o princípio da proximidade devia ser aplicado pelos anciãos de Israel para determinar qual cidade seria responsável em cuidar do assunto. Ao medirem “a distância até as cidades que estiverem em redor do morto”, a cidade mais próxima ficaria responsável. Os anciãos daquela cidade eram convocados a cuidar da provisão que Deus fazia para casos assim, e dessa forma se inocentarem do assassinato.

DEUTERONOMIO 18:15-19:13

Esta passagem tem a ver com o homicida e as cidades de refúgio. Todavia, ela não começa falando deles, mas começa no versículo 15 do capítulo 18 com a promessa de Deus levantar “um Profeta” no meio da nação de Israel (Dt 18:15-22). Esse Profeta é o Senhor Jesus Cristo (Lc 7:16; Jo 1:21; 6:14; At 3:23; 7:37). É dada grande ênfase às “palavras” de Deus como estando “em Sua boca” (Jo 7:16-17; 8:47; 17:8) e na necessidade que o povo tem de recebê-las.

LEVITICO 23

Este capítulo nos apresenta uma figura indubitável das maneiras dispensacionais de Deus, e muitos livros e artigos já foram escritos neste sentido. Há sete festas anuais descritas no capítulo que prenunciam eventos que vão da cruz de Cristo à vinda do reino de Cristo. São elas:

LEVITICO 16

A ordem como a expiação era aplicada à casa de Aarão e à casa de Israel reflete a ordem dispensacional de Deus. Aarão e sua família formam um bem conhecido tipo de Cristo e da Igreja. Eles permaneciam diante de Deus como uma família de sacerdotes durante a economia mosaica. De maneira similar, os cristãos formam uma companhia de sacerdotes que permanecem diante de Deus hoje no santo dos santos (1 Pe 2:5; Ap 1:5-6; Hb 10:19-22). A casa de Israel é uma figura da nação de Israel que será introduzida na bênção na Manifestação de Cristo.

EXODO 1-12

Moisés é outra figura do Senhor Jesus Cristo (Dt 18:15). Ele foi o libertador escolhido por Deus para os filhos de Israel que estavam sob a escravidão de Faraó no Egito (Êx 3:10; At 7:35). Faraó, o governante do Egito, é uma figura de Satanás — o deus e príncipe deste mundo. Moisés sentia por seu povo e queria que fosse libertado. Quando foi a eles da primeira vez e demonstrou que poderia eliminar seus opressores e libertá-los de sua escravidão, seus esforços foram mal entendidos por seus irmãos. Eles disseram: “Quem te constituiu príncipe e juiz?” (At 7:35; Êx 2:14). Consequentemente eles não o aceitaram como seu libertador. Isso é uma figura da rejeição do Senhor por parte dos judeus em sua primeira vinda (Jo 1:11). O que eles disseram foi, em essência, “Não queremos que este reine sobre nós” (Lc 19:14).

GENESIS 37-47

“José” (ou “Zafenate-Panéia”, que significa “Salvador do mundo” cf. nota na Bíblia de J. N. Darby) é uma bem conhecida figura do Senhor Jesus Cristo. Ele foi rejeitado por seus irmãos (uma figura dos irmãos judeus do Senhor) quando foi até eles levando uma mensagem de seu pai (Gênesis 37). Como consequência dessa rejeição por seus irmãos, José foi levado para o exterior para viver entre os gentios (Gênesis 39-41). Depois de ter sido levado para o Egito (figura do mundo), houve um período de bênção naquela terra, seguido por um período de fome. O período de prosperidade representa o tempo presente da “dispensação da graça de Deus” (Ef 3:2). O período de fome representa o tempo futuro da Tribulação que virá e que se seguirá ao Dia da Graça.

GENESIS 29-33

Nesta série de capítulos “Jacó” é um tipo de Cristo. Ele saiu da casa de seu pai para um país distante — “Padã-Arã” — (Gn 28). Trata-se de uma figura de Cristo vindo de Seu Pai para este mundo em Seu primeiro Advento. Jacó saiu da casa de seu pai por dois motivos: primeiro, por causa de pecado (Gn 27), e segundo, para buscar uma esposa (Gn 28:15) — as mesmas duas razões pelas quais o Senhor veio a este mundo. A diferença principal é que Jacó saiu da casa de seu pai por causa de seu próprio pecado, mas Cristo não tinha pecado.

GENESIS 25:1-6

Então “Abraão tomou outra mulher; e o seu nome era Quetura”. Essa mulher não era da linhagem familiar de Abraão, como tinha sido Sara (Gn 20:12), portanto era uma gentia. Isso indica que após a Igreja ser chamada para o lar no céu Deus irá estabelecer um relacionamento com os gentios. As Escrituras proféticas indicam que isso irá acontecer no Milênio (Ap 7:9-17). Os filhos que Quetura deu a Abraão nos falam das “muitas nações” que serão abençoadas por Deus nesse tempo (Zc 2:11, etc.). É digno de nota que esses filhos foram abençoados por lhes terem sido dados “presentes”, todavia não foram tão abençoados quanto Isaque, a quem “Abraão deu tudo o que tinha” (Gn 25:5). Considerando que somos co-herdeiros com Cristo (Rm 8:17), isso demonstra que Cristo e a Igreja têm uma porção e bênção especiais, distintas do restante da família de Deus.

GENESIS 24

No capítulo 22 Isaque desaparece da narrativa, mas neste capítulo descobrimos que ele voltou de Moriá para a casa de Abraão. Isto apontaria para a ressurreição e ascensão de Cristo à glória da casa de Seu Pai, onde Ele está no presente momento sentado à destra de Seu Pai (Jo 14:2; At 2:32-33).

GENESIS 23

Este capítulo está relacionado à morte e sepultamento de Sara. Como já mencionado, ela é um tipo de Israel. Sua morte é significativa no panorama dispensacional. Deus estava prestes a chamar Rebeca e introduzi-la em um relacionamento com Isaque (cap. 24), mas não estariam as duas mulheres coexistindo na casa de Abraão. Sara, portanto, morreu antes, e então Rebeca foi chamada. Isso nos ensina que o modo de Deus agir com Israel e com a Igreja não é algo simultâneo. Também nos mostra que Israel e a Igreja não são uma única e mesma coisa, mas duas diferentes ordens de povos abençoados. (Isto é algo que os teólogos do Pacto fariam bem em perceber). Fica claro, portanto, que Deus não tinha a intenção de que Judaísmo e Cristianismo convivessem ao mesmo tempo em uma forma de cristianismo semi-judaico (Jo 4:21-23; Hb 13:10).




GENESIS 22

Este capítulo mostra que Cristo (representado por Isaque) seria rejeitado pelos judeus incrédulos (Ismael), resultando em sua crucificação, e que Deus usaria essa mesma ocasião para cumprir o maior ato de graça da história da humanidade — a realização da expiação para a glória de Deus e bênção dos crentes.

Postagens populares