Tradução em andamento do livro “A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
Este livro encontra-se em processo de tradução, portanto para uma leitura mais ordenada sugiro que comece pela postagem mais antiga no Arquivo da coluna da direita.

GENESIS 21

A história começa com Sara dando à luz a Isaque “ao tempo determinado” (Gn 21:1-3). Isto nos fala da vinda de Cristo “vindo a plenitude dos tempos” (Gl 4:4). A reação a esse grande evento teve um duplo aspecto:

  • Regozijo da parte dos da casa de Abraão que apreciaram a chegada de seu filho (Gn 21:6-8).
  • Zombaria da parte do filho de Agar que não gostou da chegada do filho de Abraão (Gn 21:9).
Isto nos fala da grande divisão que ficou evidente entre os judeus quando Cristo veio e Se manifestou como seu Messias; um remanescente de judeus O recebeu, mas a maioria O rejeitou (João 7:40-44; 9:16; 10:19-21).

Como consequência da zombaria contra Isaque, Sara, agindo com o discernimento da mente de Deus, disse a Abraão: “Ponha fora esta serva e o seu filho” (Gn 21:10). Isto nos fala da necessidade de o incrédulo Israel ser colocado de lado. “E pareceu esta palavra muito má aos olhos de Abraão”, mostrando assim que Deus não tinha prazer em colocar Israel de lado (Gn 21:11). Todavia, era assim que devia ser. Por conseguinte, Abraão levantou-se cedo e deu a Agar e seu filho uma provisão de pão e água, “e despediu-a” (Gn 21:12-14). Isto nos fala em figura do que aconteceu a Israel. Eles tinham sido removidos de sua terra e espalhados entre as nações. O “odre de água” iria significar a porção limitada da Palavra de Deus concedida a Israel — as Escrituras do Antigo Testamento. (Na Bíblia, a água potável é uma figura da Palavra de Deus — Ef 5:26).

As ações de Agar no deserto nos falam, em figura, da parte que cabe aos judeus nos dias de hoje. A “água” da Palavra foi “consumida” — no que tange a uma aplicação literal disso ao sistema terreno do judaísmo. As ofertas, rituais e cerimônias determinadas por Moisés já não têm relevância. O “menino”, lançado “debaixo de uma das árvores”, nos fala da nação em sua diáspora, quando foi espalhada para fora da vista, havendo perdido sua independência nacional na terra de Canaã (Gn 21:15). Então Agar foi e sentou-se e chorou, mas em seu triste apuro não há qualquer menção de ela ter se voltado para Deus. Assim é a condição atual dos judeus espalhados.

O que aconteceu em seguida a Agar e seu filho mostra que Deus ainda não desistiu da nação de Israel (Gn 21:17-21). Isto representa o que Ele irá fazer com um remanescente dessa nação em um dia futuro. A “voz do menino” foi ouvida por Deus. Isto nos fala do clamor do remanescente no futuro período da Tribulação (Sl 6, etc.). O menino não estava morto como Agar imaginava, e do mesmo modo haverá vida em um remanescente da nação. Além do mais, Deus falou a Agar e “abriu-lhe Deus os olhos”. Ela recebeu a promessa de que o menino se tornaria uma “grande nação” no futuro. Uma esposa seria tirada do Egito para ele, o que nos fala das nações gentias convertidas se relacionando com o Israel restaurado num tempo vindouro (Sl 57:9; Is 14:1; 19:24-25; Zc 2:11; 8:22-23).

Na última figura encontrada no capítulo alguns gentios (“Abimeleque com Ficol”) se dirigem a “Abraão” e desejam fazer uma “aliança” com ele (Gn 21:22-34). Abraão fez um concerto com eles, o que aponta para o fato de que no pacto de Deus haverá lugar para que os gentios sejam abençoados em relação ao Senhor no Milênio (Is 56:3-8). Tudo isso aconteceu em “Berseba”, que significa “poço do juramento” (Gn 21:31-32) e nos fala da promessa de Deus em abençoar as nações gentias em sua relação com Israel no futuro.



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