Tradução em andamento do livro “A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
Este livro encontra-se em processo de tradução, portanto para uma leitura mais ordenada sugiro que comece pela postagem mais antiga no Arquivo da coluna da direita.

MATEUS 26:17-30

Durante a Ceia da Páscoa, que é uma festa judaica para o povo terreno de Deus, Israel, o Senhor fez uma pausa para introduzir algo novo -- “a Ceia do Senhor”, como nós a conhecemos no cristianismo (1 Co 11:20) -- após a qual eles retomaram a Ceia da Páscoa. Este incidente é rico de significado dispensacional.

Existe uma progressão na luz que é derramada e na aplicação do ato de partir o pão nas Escrituras. Inicialmente este era um costume judaico que as famílias observavam em memória de algum finado ente querido. Eles “partiam o pão” como recordação daquela pessoa (Jr 16:7). Mais tarde o Senhor introduziu um novo aspecto do partir do pão na noite em que foi traído. Ele estava prestes a ser condenado à morte e queria que Seus discípulos se lembrassem dele daquela maneira em especial (vers. 26-28). Este memorial tinha uma característica distintamente judaica agregada a ele, pois Israel ainda não tinha sido formalmente colocado de lado e o reino continuava a ser oferecido à nação. O remanescente de discípulos judeus, que aguardava pelo estabelecimento do reino, devia recordar o seu Messias daquela nova maneira. Mas então, após o Espírito de Deus ter descido e formado a Igreja (o corpo de Cristo), e Israel ter sido oficialmente colocado de lado, o apóstolo Paulo apresentou o partir do pão na configuração cristã que lhe é própria. Agora o partir do pão é um ato pelo qual os cristãos, como membros do corpo de Cristo, podem expressar sua comunhão no corpo repartindo o pão (1 Co 10:16-17; 11:23-26). A Igreja fazia assim no primeiro dia da semana, o Dia do Senhor (At 20:7).

O que precisamos enxergar aqui em Mateus 26:17-30 é que o Senhor apresentou a Ceia do Senhor em meio à observância da Ceia da Páscoa. A Ceia do Senhor estava inserida na Ceia da Páscoa que já estava sendo celebrada. Isso era significativo e apontava para o fato de que a ordem judaica seria temporariamente suspensa para dar lugar à ordem cristã. Depois que o Senhor e Seus discípulos comeram a Ceia, em conexão com Sua morte, eles retomaram a Ceia da Páscoa cantando “um hino” -- “O Grande Hallel”. Este hino consiste nos Salmos 113 a 118. A retomada da celebração da Páscoa indica que a ordem judaica voltaria a ser observada em um tempo futuro. Não deveríamos menosprezar esta sequência de eventos; ela está bem de acordo com o tema do Evangelho de Mateus, que apresenta os desígnios dispensacionais de Deus.



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