Tradução em andamento do livro “A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
Este livro encontra-se em processo de tradução, portanto para uma leitura mais ordenada sugiro que comece pela postagem mais antiga no Arquivo da coluna da direita.

JOÃO 5

JOÃO 5

A bênção na nova dispensação não seria sobre o princípio das obras para merecer o favor de Deus (como era sob a Lei), mas sobre o princípio da graça e do favor imerecido (Rm 4:4-5). Isto é ilustrado na diferença entre a maneira como a bênção estava disponível aos que estavam à beira do tanque de “Betesda” e o modo como a bênção chegou até o “enfermo” incapaz, que foi curado pelo Senhor.
A cena à beira do tanque é uma figura do sistema legalista da antiga dispensação (Jo 5:1-4). O tanque tinha “cinco alpendres” que são uma figura dos cinco livros de Moisés. Em tempos determinados um anjo descia e agitava a água, e o primeiro que atravessasse os cinco pórticos e descesse ao tanque recebia a bênção. A bênção estava ali, porém condicionada a algo que precisava ser feito para obtê-la. Isso ilustra o sistema baseado em obras da Lei, que dizia “faze isso, e viverás” (Lc 10:28). Uma pessoa naquele sistema legal precisava guardar cerca de 613 exigências dos cinco livros de Moisés e, se conseguisse, receberia a bênção.
Em contraste a isso, com a vinda do Filho de Deus (Seu primeiro advento) as bênçãos gratuitas ficariam disponíveis a todos os que cressem, sem exigências legalistas (Rm 4:4-5; 11:6; Ef 2:9; Tt 3:5). Isto é ilustrado no homem impotente sendo abençoado sem ter de vencer os cinco degraus e entrar no tanque (Jo 5:5-16). Durante muitos e longos anos aquele homem lutou para conseguir receber a bênção do tanque, e não foi capaz. Mas com a vinda do Filho de Deus ele não precisou fazer coisa alguma! Isto aponta para o fato de que na nova dispensação seria colocado um fim à guarda da Lei. “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10:4).

É significativo que este milagre tenha acontecido no dia de sábado, o que os Fariseus consideravam uma violação daquele dia. Ele sugere que a graça não pode ficar presa ao sistema legal e que o sábado já não mais seria observado na Dispensação da Graça. Cristo “até do sábado é Senhor” (Mt 12:8) e, portanto, maior que o sábado. Ele tinha poder para trabalhar em prol da bênção do homem tanto naquele dia quanto em qualquer outro.



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