Tradução em andamento do livro “A Dispensational or a Covenantal Interpretation of Scripture - Which is the Truth?” por Bruce Anstey
Este livro encontra-se em processo de tradução, portanto para uma leitura mais ordenada sugiro que comece pela postagem mais antiga no Arquivo da coluna da direita.

As bênçãos características da Igreja

As bênçãos características da Igreja

Existem bênçãos especialmente dadas a essa companhia “chamada para fora” (a Igreja), as quais são exclusivas desse grupo de crentes. Nenhum crente nos tempos do Antigo Testamento, ou no futuro período do reino milenial, jamais teve ou terá estas “bênçãos espirituais” (Ef 1:3). Portanto, aqueles que fazem parte da Igreja (os cristãos) foram selecionados dentre todos os filhos de Deus como possuindo um lugar privilegiado diante dEle. Eles foram escolhidos por Deus para ocuparem o lugar mais próximo possível de relacionamento com Cristo que Deus poderia proporcionar (como corpo e esposa de Cristo). Dentre todas as pessoas abençoadas da imensa família de Deus, apenas os cristãos são Seus “primogênitos” (Hb 12:23). O termo “primogênito” refere-se àquilo que é classificado como primeiro e tem preeminência sobre todos os outros (Sl 89:20-27; Jr 31:9; Cl 1:15, 18, etc.).
Existem bênçãos que pertencem a toda a família de Deus; que são de propriedade comum a todo o Seu povo, seja ele formado pela Igreja ou pelos santos do Antigo Testamento, do milênio etc. Todos estes possuem o novo nascimento, um lugar na família de Deus, comunhão com Deus de acordo com a luz que lhes foi dada, etc. Os cristãos também possuem estas bênçãos, mas possuem ainda muito mais. As bênçãos dos cristãos são de um caráter muito mais elevado e estão fundamentadas na redenção já consumada e na aceitação que o Senhor desfruta à destra de Deus. A posição que o Senhor Jesus ocupa à destra de Deus é indicada nas epístolas de Paulo pela expressão “Cristo Jesus”. Quando as Escrituras dizem “Jesus Cristo” estão se referindo ao Senhor descendo dos céus para fazer a vontade de Deus em cumprir a redenção por meio da morte; quando as Escrituras dizem “Cristo Jesus” elas estão se referindo a Ele ressuscitado e elevado às alturas à destra de Deus.
O que é maravilhoso na graça de Deus é que os cristãos são mencionados como estando “em Cristo Jesus” — não “em Jesus Cristo”. Isto significa que nossas conexões com Ele não são como as que Ele tinha neste mundo com Israel, mas do modo com Ele está agora, como a Cabeça ressuscitada e ascendida da nova raça na criação (2 Co 5:16-17). Estar “em Cristo” significa que ocupamos o mesmo lugar de aceitação que pertence a Cristo diante de Deus! A mesma medida de Sua aceitação à destra de Deus é a que nos pertence — pois permanecemos no lugar que pertence a Ele diante de Deus (1 Jo 4:17). Olhamos para o alto e vemos um Homem na glória com todo o favor de Deus colocado sobre Ele, e sabemos que esse é também o nosso lugar. Que posição maravilhosa esta em que a graça soberana nos colocou!
Nós não apenas estamos “em Cristo”, como também todas as bênçãos singulares que pertencem ao cristão são ditas como sendo “em Cristo”. Isto significa que nossas bênçãos são encontradas no Homem que está assentado à destra de Deus. Algumas destas bênçãos são apresentadas a seguir.
Redenção em Cristo Jesus (Rm 3:24). Significa que compreendemos que fomos resgatados e libertados da condenação que nossos pecados demandavam, do poder do pecado, de Satanás e do mundo. Esta redenção está fundamentada na obra consumada de Cristo e na certeza de estarmos em uma posição diante de Deus onde tais demandas já não têm poder sobre nós.
Israel, no Antigo Testamento, não possuía tal bênção. Eles sabiam da redenção apenas em um sentido físico, havendo sido redimidos do jugo da escravidão no Egito (Êx 6:6). Nossa redenção é algo espiritual em conexão com a posição que Cristo ocupa nas alturas.
Perdão de pecados em Cristo (Rm 4:7; Ef 4:32). Isto se refere ao fato de o crente conhecer de forma consciente que foi perdoado de seus pecados por compreender o que Deus fez por meio da obra consumada de Cristo na cruz. O resultado é que sua consciência foi purificada de sua culpa e esta já não o acusa de seus pecados — ao menos naquilo que diz respeito ao seu destino eterno (Hb 9:14). Com base naquilo que Cristo consumou ao fazer a expiação, os crentes compreendem que Deus jamais irá trazer à tona seus pecados para juízo, pois se o fizesse seria injusto, uma vez que Cristo já pagou a dívida total por eles.
Os israelitas nos tempos do Antigo Testamento não conheciam este aspecto do perdão. A eles era oferecido o perdão governamental, com a condição de apresentarem a Deus oferendas pelo pecado (Lv 4). O perdão governamental ou administrativo é um perdão que é concedido por Deus em função do Seu modo administrativo de agir para com o Seu povo (caso eles tivessem cometido algum pecado), e é baseado no arrependimento que a pessoa demonstra em relação àquele pecado. Trata-se de um perdão conectado apenas à vida aqui na terra e nada tem a ver com o destino eterno daquela pessoa. Os santos do Antigo Testamento não conheciam este aspecto cristão do perdão de pecados (perdão eterno) que o Evangelho da Graça de Deus anuncia. Ele foi primeiramente anunciado pelo Senhor após a redenção ter sido consumada (Lc 24:47). Consequentemente, aqueles que viviam nos tempos do Antigo Testamento não tinham a certeza de seus pecados terem sido perdoados e nem a consciência purificada do modo como os cristãos hoje têm (Sl 25:7, 18).
Justificação em Cristo Jesus (Rm 4:25-5:1; Gl 2:16-17). A justificação significa que fomos livrados de todas as acusações que pesavam contra nós por termos sido introduzidos em uma nova posição diante de Deus em Cristo. Os cristãos são “justificados em Cristo” (Gl 2:17); o resultado disto é que Deus já não nos enxerga como pecadores. Para que os cristãos possuíssem esta bênção o Senhor precisou morrer e ressuscitar de entre os mortos. O apóstolo Paulo disse que o Senhor “por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação” (Rm 4:25). Ele também afirmou que o Senhor precisava ser recebido “à direita de Deus” para nos assegurar esta nova posição na presença de Deus — que é aonde a justificação leva o crente (Rm 8:33-34).
Os santos do Antigo Testamento não poderiam ter tido esta bênção, pois naquele tempo Cristo ainda não havia ressuscitado e nem tinha ascendido à Sua posição diante de Deus nas alturas. Os santos do Antigo Testamento eram considerados justos com base em sua fé — como foi o caso de Abraão (Rm 4:1-3) — mas eles não eram justificados no sentido cristão da justificação.
O dom da habitação do Espírito em Cristo — Isto tem a ver com o crente receber o Espírito Santo. Também se refere à unção, ao selo e penhor do Espírito. (Rm 5:5; 2 Co 1:21-22; Ef 1:13; 1 Ts 4:8; 1 Jo 3:24). Como consequência os cristãos possuem o Espírito de Deus “neles” e também “com” eles, e isto é algo que durará “para sempre” (Jo 14:16-17).
Esta é outra bênção que os santos de outras épocas não possuíam, pois Cristo precisava ser primeiro glorificado para que o Espírito pudesse ser enviado (Jo 7:39). O Espírito de Deus descia sobre os crentes no período do Antigo Testamento a fim de capacitá-los para uma determinada obra e depois partir (2 Pe 1:21; Nm 11:17; Jz 14:6 etc.). Mas o Espírito de Deus nunca veio habitar nos crentes naquela época do modo como Ele habita hoje na Igreja.
Reconciliação em Cristo Jesus (Rm 5:10; Ef 2:13; Cl 1:21). A reconciliação tem a ver com o fato de Deus trazer de volta para Si as Suas novas criaturas em uma nova condição de paz e harmonia (1 Pe 3:18). Isto foi feito para que a comunhão entre Deus e os homens crentes pudesse ser retomada com base na redenção. Como consequência, a comunhão agora entre Deus e os homens redimidos ocorre em um plano muito mais elevado que aquela que Deus tinha com os crentes nos tempos do Antigo Testamento. Agora Deus pode se deleitar na comunhão com Suas criaturas de uma maneira como Ele nunca antes conseguiu desfrutar (Cl 1:21-22), e também de modo a fazer com que os crentes se sintam felizes e confortáveis em Sua presença a fim de poderem se gloriar em Deus (Rm 5:10-11).
Os santos do Antigo Testamento não possuíam esta bênção. Eles tinham comunhão com Deus, mas não podiam se gloriar em Deus desta maneira, pois não conheciam o perdão e a justificação que fazem parte da grande obra de reconciliação.
Santificados em Cristo Jesus (Rm 6:19; 1 Co 1:2). Santificação significa separação. No sentido cristão da palavra, ela tem a ver com o fato de o crente ter sido separado pelo novo nascimento (1 Co 6:11; 2 Ts 2:13; 1 Pe 1:2) e pela obra consumada de Cristo (At 26:18; Rm 1:1; 1 Co 1:2, 30; Hb 10:10; 13:12), e o crente estar assim em um lugar santo com Deus. A santificação tem a ver com uma obra vital e interior na alma, pela qual os crentes são feitos santos por terem uma nova vida comunicada a eles. Eles estão assim separados da massa de homens incrédulos que caminha para a destruição eterna (Sl 90:3).
Israel, como nação, era santificada e, portanto, separada das outras nações da terra (Êx 31:13; 33:16; Dt 32:8; 1 Rs 8:53), mas sua santificação era puramente exterior. Não era o resultado de suas almas terem sido salvas (1 Pe 1:9). Eles deviam se santificar na prática (Êx 19:14 etc.), mas isto tampouco fazia com que tivessem sido separados para a bênção eterna. A santificação “em Cristo” é algo completamente diferente e só pode ser conhecida no Cristianismo.
Vida eterna em Cristo Jesus (Rm 6:23; 2 Tm 1:1). A vida eterna tem a ver com o fato de o crente possuir vida divina em sua alma, associada a uma compreensão do relacionamento especial que desfruta com o Pai e o Filho através do Espírito Santo (Jo 17:3). Para que o crente tivesse este aspecto da vida divina era necessário que o Filho de Deus tivesse vindo a este mundo para revelar o Pai (Jo 1:18; 14:9), que a redenção tivesse sido consumada (Jo 3:14-15) e que o dom do Espírito de Deus tivesse sido dado (Jo 4:14). A “vida eterna” não indica meramente uma vida divina de duração ilimitada, mas se refere ao caráter dessa vida. Trata-se da própria vida que o Pai e o Filho, juntos, desfrutaram em sua comunhão desde a eternidade passada. É por possuir esta vida que o cristão pode desfrutar de comunhão com o Pai e com o Filho (1 Jo 1:3).
Os santos do Antigo Testamento tinham vida divina, uma vez que eram nascidos de novo. Portanto eles faziam parte da família de Deus. Todavia, eles não tinham este caráter da vida, pois Cristo ainda não tinha vindo revelar o Pai, e nem a redenção tinha sido consumada ou tampouco o Espírito sido dado. Os santos do Antigo Testamento tinham a esperança de viver para sempre na terra sob o reinado de seu Messias. Daniel chama a isto de “vida eterna” (Sl 133:3; Dn 12:2), mas não se trata da vida eterna como é apresentada no Novo Testamento. Portanto, eles desfrutavam de comunhão com Deus, mas não a comunhão existente entre o Pai e o Filho.
Libertação em Cristo Jesus (Rm 8:1-2). Por meio “da lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus” o cristão dispõe de uma libertação real do poder da natureza pecaminosa que existe nele. Isto se refere à presença do Espírito de Deus que habita em si e trabalha no crente para anular as inclinações da carne, capacitando-o a viver uma vida santa, a qual é livre da interferência da carne. Na prática, a sua vitória sobre a carne depende de ele viver “para as coisas do Espírito”, que são os interesses de Deus e de Cristo (Rm 8:5-6, 13).
Os santos do Antigo Testamento também não contavam com esta bênção. Eles permaneciam mais ou menos no estado do homem descrito em Romanos 7:7-25. Eles eram nascidos de Deus, porém não tinham o poder do Espírito trabalhando neles para refrear a carne. Consequentemente eles viviam no temor de que a carne pudesse tomar o controle de suas vidas (Sl 19:12-13 etc.).
Filiação em Cristo Jesus (Rm 8:14-15; Gl 3:26; 4:5-7). A palavra “filiação” no grego tem o significado de “lugar de filho” (Gl 4:5; Ef 1:5). Como filhos, os cristãos foram colocados no mesmo lugar em que o próprio Filho permanece diante de Deus. Ocupamos um lugar no qual Deus nos fez “agradáveis a Si no Amado” (Ef 1:6). Ocupamos este lugar por causa de nossa conexão com Cristo — o “Filho do Seu amor” (Cl 1:13). Por isso o termo vai muito além de meramente “aceitos” (como está Ef 1:6 na versão inglesa King James) e denota o desfrutar de uma afeição especial vinda do Pai. Por estar no lugar em que Cristo está o cristão permanece diante de Deus em uma posição que está muito acima daquela ocupada por anjos, acima até da posição ocupada pelo arcanjo Miguel! A grande bênção da “filiação” é que desfrutamos:
·         Do lugar de favor do Filho (Ef 1:6).
·         Da vida — a vida eterna do Filho (Jo 17:2).
·         Da liberdade que o Filho tem diante do Pai (Rm 8:14-16).
·         Da herança do Filho (Rm 8:17).
·         Da glória do Filho (Rm 8:18; Jo 17:22).
Um lugar assim de privilégio na família de Deus não foi dado aos santos do Antigo Testamento. Em Gálatas 4:1-7 o apóstolo Paulo mostra a diferença. Ele dá o exemplo de uma família israelita, assinalando a diferença entre um “menino” e um “filho” na família. Ele indica que aqueles que foram convertidos do Judaísmo por crerem no evangelho são como “meninos” que atingiram certa idade. Eles deixaram a posição de crianças e agora estão na posição de “filhos” na família de Deus. A cerimônia judaica do Bar mitzvah ilustra isto. Em uma família de judeus, quando um menino chega aos treze anos de idade ele é formalmente elevado da condição de criança para a de filho na família, desfrutando então de maior liberdade e privilégios no lar. Essa mudança de posição ilustra o lugar que ocupa o cristão na família de Deus, comparada àquela ocupada pelos judeus nos tempos do Antigo Testamento. Observe a mudança de “nós” para “vós” nos pronomes do versículo 5 para o 6 de Gálatas 4: “Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de [nós] recebermos a adoção de filhos. E, porque [vós] sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai”. No primeiro caso, “nós” se refere aos crentes judeus, e no segundo, “vós” aos crentes gentios.
Herdeiros da herança em Cristo (Rm 8:17; Ef 1:10-11; Gl 3:29). Ao cristão foi dada uma herança que é muito maior que aquela prometida a Israel. A herança do cristão inclui todas as coisas criadas nos céus e na terra. Essa herança é compartilhada igualmente com Cristo, pois Sua herança também nos pertence. A herança em si não é uma bênção espiritual, mas o direito de herança para reinar com Cristo sobre tudo; uma bênção ímpar que pertence apenas aos cristãos. Israel receberá sua herança literal quando tomar posse da terra que foi prometida a Abraão, ou seja, aproximadamente oitocentos mil quilômetros quadrados. A herança do cristão é todo o universo!
Nova Criação em Cristo Jesus (Rm 8:29; Gl 6:15; 2 Co 5:17). Quando Cristo ressuscitou de entre os mortos Ele foi feito Cabeça de uma nova raça humana (Cl 1:18), à qual pertencemos por sermos do mesmo tipo e substância do próprio Cristo (Hb 2:11-13; Gl 3:29 — “de Cristo”). Sendo assim, somos perfeitamente adequados para sermos Suas companhias eternas nos céus. A formação dessa raça é um trabalho em andamento. Temos a nova vida em nossa alma agora mesmo, e já ocupamos uma nova posição diante de Deus sob Cristo como Cabeça. Mas ainda existe um trabalho de conformidade moral com Cristo que está sendo feito em nós pelo Espírito e ainda não está terminado (2 Co 3:18). Além disso, os nossos corpos aguardam para serem transformados. Na vinda do Senhor (no Arrebatamento) a mudança de Adão para Cristo estará completa. Então “traremos também a imagem do celestial” (1 Co 15:49) e seremos glorificados fisicamente à semelhança de Cristo (Fp 3:21) e moralmente também (1 Jo 3:2).
Os santos do Antigo Testamento, na posição que ocupavam, não faziam parte desta raça da nova criação, pois não poderia ter existido uma nova raça humana até que Aquele que é a Cabeça dessa nova raça tivesse sido ressuscitado de entre os mortos. Os santos do Antigo Testamento possuíam nova vida e um dia farão parte dessa nova raça no Estado Eterno (apesar de nunca se tornarem parte da noiva de Cristo — Ap 21:2), enquanto os cristãos já fazem parte dessa nova raça agora mesmo como “primícias do Espírito” (2 Co 5:17; Rm 8:23).
Membros do “Um Só Corpo” em Cristo (Rm 12:5; 1 Co 12:12-13). Os cristãos são membros do corpo de Cristo (Ef 5:23-32). Alguns chamam a isto de “união”. Pelo fato de serem habitados pelo Espírito de Deus os cristãos na terra estão unidos a Cristo. As Escrituras dizem: “Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é [o] Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito” (1 Co 12:12-13). Como regra geral, o termo “o Cristo” nas epístolas de Paulo refere-se à união mística dos membros na terra ligados à Cabeça no céu pela habitação do Espírito.

Não poderia ter existido uma união com Cristo até que Ele ressuscitasse de entre os mortos e ocupasse Seu lugar nas alturas como Cabeça do corpo. Os israelitas eram membros da família escolhida de Abraão, e abençoados em conexão com este relacionamento, mas eles não possuíam uma união no corpo de Cristo por terem vivido antes de Sua ressurreição de entre os mortos e antes que o Espírito tivesse sido enviado.



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